Informações que associam mortes a efeitos de vacinas, sobretudo da Covid-19, é difundida em redes socais e aplicativos como WhatsApp
Um assunto pouco comentado e que é mais uma teoria daqueles que são contra a vacinação em casos de doenças virais, tais como a Covid-19 e o H1N1, é o fato do aumento de mortes de jovens por infarto ou mal súbito. Vários grupos existem em redes sociais para tratar do assunto e, mais uma vez, sem qualquer comprovação cientifica, pelo contrário, existem fontes seguras que indicam que a causa das mortes é o abuso de substâncias químicas, entre elas drogas ilícitas, energéticos e anabolizantes para ganhar músculo nos exercícios de academia.
O Ministério da Saúde faz o alerta de que: “Mortes repentinas passaram a ser associadas às vacinas contra Covid-19 e divulgadas como “terrível” efeito do imunizante. A desinformação circula há algum tempo e gera em muitas pessoas desconfiança em relação à segurança dos imunizantes”. O assunto sobre aumento em casos de infartos em jovens que são provocados pelas vacinas circula amplamente pelo WhatsApp e é defendido por um grande número de pessoas nas redes sociais. Em contraponto, a grande mídia parece não ter interesse em debater o tema, muito menos nossos parlamentares.
Descrença em instituições sérias como a Fiocruz, Butantan e Anvisa
Como regra, os defensores de que mortes súbitas tem relação com efeitos colaterais de imunizantes, promovem a descrença em instituições sérias como a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que existe desde 1925 e que faz um trabalho de grande respeito internacional em relação a pesquisas de vacinas, ao instituto Butantan, que conta com avanços consideráveis em estudos de imunizantes e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão do governo que um dos melhores no cenário mundial sobre regulamentação relacionadas a saúde.
Para os defensores de que o aumento de mortes por infarto entre jovens é resultado de vacinação contra o coronavírus e da Influenza A, este último em menor número de citações, já que, faz mais de 10 anos que muitos são vacinados contra o H1N1, Fiocruz, Butantan e Anvisa, fazem parte de uma grande conspiração com farmacêuticas para vender vacinas e que não houve tempo suficiente para testar os imunizantes. Em outras palavras, tudo evoluiu no mundo, memos a capacidade dos cientistas de combater uma pandemia.
Busque pelas informações corretas antes de espalhar falsos estudos sobre o tema
O abuso de drogas lícitas e ilícitas, incluindo o álcool, que agora sabemos que boa parte está contaminada com metanol e há anos é assim, e os famosos cigarros eletrônicos, não fazem parte do conjunto probatório para que um jovem tenha um infarto. Noites mal dormidas, abuso de anabolizantes, rotinas instáveis, má alimentação, doenças modernas como a ansiedade e o estresse, também estão fora de cogitação daqueles que culpam as vacinas por mortes súbitas.
A verdade é que, não existem comprovações cientificas que provem que as vacinas são a causa do aumento do número de mortes de jovens por infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral), outra doença que vem sendo citada desde o ano de 2022. Ao contrário disso, vários estudos demonstram que a obesidade e má alimentação podem estar entre as causas desse fenômeno, juntamente com o que já foi citado, como o abuso de todo tipo de drogas e, inclusive o ritmo excessivo de exercícios em academias, somados ao uso de substâncias químicas para favorecer o aumento rápido do ganho de músculos.
Outra informação importante é que, o aumento de casos de mortes de jovens por mal súbito e infarto, vem ocorrendo desde 2015. E, de acordo com dados do Ministério da Saúde: Um estudo da revista científica Nature reitera achados de diferentes estudos que mostram que não há aumento significativo na mortalidade cardíaca ou por todas as causas nas 12 semanas após a vacinação contra a Covid-19. Por outro lado, o fato de testar positivo para SARS-CoV-2 é associado ao aumento da mortalidade cardíaca e por todas as causas.
Já Instituto Nacional de Cardiologia (INC), deixa evidente que os casos de infartos em jovens vêm aumentando no Brasil há mais de uma década, sendo observado um aumento de 150% entre os anos de 2008 e 2022. Já entre as mulheres, na casa dos 15 aos 49 anos, o número de infartos – sem mortes – aumentou 62% entre os anos de 1990 e 2019 e o índice segue tendo alta de forma repedida. Para finalizar, os dados do INCA, no que diz respeito a hospitalização por infarto da população em geral, mostra um crescimento de casos entre os anos de 2008 e 2022. Em 2008, a média mensal de hospitalizações era de 5.282,33 para os homens e 1.930,67 para as mulheres. Em 2022, 13.645,25 de homens e 4.973,25 de mulheres, destacando mais uma vez que esses números são da população em geral e não somente de jovens, como é informado de forma mentirosa pelos antivacinas.
