Melhorar infraestrutura é essencial para melhorias no trânsito, mas é preciso avançar na questão de contenção de enchentes
A atual gestão de Pouso Alegre, comandada pelo prefeito José Dimas da Silva Fonseca (Coronel Dimas), está em busca de R$ 150 milhões para realizar obras de infraestrutura no trânsito, o que inclui a construção da maior ponte estaiada do Brasil. O financiamento precisa ser autorizado pela Câmara de Vereadores.
A pretensão, além da construção da ponte, é que o trânsito seja melhorado na Avenida Perimetral, uma das mais importantes da cidade e que recebe grande fluxo de veículos todos os dias. É de grande importância que a infraestrutura na via seja melhorada, mas, existem outras prioridades para tornar Pouso Alegre mais eficiente, sobretudo no que diz respeito a amenizar os problemas que a população enfrenta na época das chuvas.
É importante ressaltar que a escolha pela ponte estaiada pode ser questionável, mas aparentemente é a melhor decisão, levando em conta a rapidez na execução da obra e a eficiência no uso de materiais, além da estética. Mas, R$ 150 milhões parece ser uma quantia elevada para uma cidade do porte de Pouso Alegre. É mesmo necessário que seja feito um empréstimo desse valor?
Bairros e ruas alagadas, na cidade não pode chover em volume médio
Atualmente, é difícil precisar qual bairro de Pouso Alegre não enfrenta problemas nas épocas de chuva. A cidade não comporta escoar as enxurradas, mesmo que seja um volume médio de chuva. O que causa transtornos para a população em geral, incluindo o trânsito.
Ruas e avenidas de grande importância, incluindo muitas do centro, se tornam intransitáveis se chover com certa intensidade. Alagamentos são comuns e inundações podem ser registradas com certa facilidade. Bairros, como o São Geraldo e muitos outros próximos, enfrentam situações precárias quando chove. A rua Bom Jesus, importante para o tráfego, em muitas ocasiões, fica intransitável.
De acordo com informações do site da prefeitura, o projeto da ponte estaiada, será realizado pela empresa DAC, ainda sem um orçamento previsto para o custeio da obra. A ponte deverá ter 60 metros e, nesse caso, uma ponte comum, seria mais viável e econômica. Levando em conta que uma ponte estaiada, se torna mais eficiente para metragens superiores a 100 metros.
