Sacrificar direitos em razão de ideologia política ou religiosa deve ser umas das atitudes humanas mais idiotas
Se você acha que é difícil entender por que tem pobre defendendo o direito de bilionários pagarem menos impostos, então nem queira raciocinar a respeito dos trabalhadores que são contrários ao fim da escala 6×1, é tão complexo como as teorias malucas a respeito da terra plana. Entender que trabalhadores defendam sacrificar direitos como o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), férias e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), por ideologia política ou religiosa, é uma tarefa extremamente complicada.
Ser contra o fim da escala 6×1 e, consequentemente aprovar a redução da jornada de trabalho para cinco dias trabalhados e dois para descansar (5×2) com carga máxima de 40 horas trabalhadas é uma idiotice que não se pode medir. Observando a quantidade de trabalhadores que se dizem contra a medida, unicamente porque foi apoiada pelo PT e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mostra que existe muita gente com a sanidade abalada e que, precisam, urgentemente de tratamento psicológico.
É preciso destacar que a luta não é apenas para reduzir a jornada de trabalho e sim para manter os mesmos salários e proporcionar aos trabalhadores mais tempo para descansar, praticar atividades de lazer, esporte e cultura ou simplesmente, ficar mais tempo com a família. Ser contrário a aprovação da escala 5×2 unicamente porque um partido político passou a apoiá-la é de imbecilidade que está próximo da selvageria.
Acabar com a jornada 6×1 é um avanço gigantesco para os trabalhadores brasileiros, mas representa um pequeno passo para dar maior dignidade aqueles que carregam esse país nas costas. Ir contra a essa conquista, somente porque um político mau-caráter não concorda é fazer papel de palhaço para manter a boa vida dos nossos parlamentares e continuar garantindo que eles vivam vidas repletas de mordomias sem que possamos, ao menos, ter mais tempo para descansar.
