Um dos romances mais conhecidos do escritor, é dos melhores relatos da vida cotidiana da capital baiana dos anos 40
Publicado pela primeira vez em 1966, Dona Flor e Seus Dois Maridos, é um dos romances mais reconhecidos da rica obra de Jorge Amado. Um dos melhores livros da literatura brasileira e um relato fiel da vida cotidiana de Salvador, dos anos 40.
Todo enredo tem início com a morte de Vadinho, ocorrida durante os festejos do Carnaval de rua. Mesmo com uma vida desregrada, entregue ao alcoolismo e a boemia, o morto não pode se queixar de sua esposa, Dona Flor, que, mesmo com todos os defeitos do marido, nutria uma paixão por ele. Jorge Amado detalha com uma narrativa rica e realista a vida dos moradores da capital da Bahia dos anos 40, os vícios, as longas horas de festas, que, de certa forma, causaram a viuvez de Dona Flor.
Divido em 5 capítulos, o livro de Jorge Amado, em sua primeira parte, se contenta a contar a vida desregrada de Vadinho e os muitos costumes de Salvador, o que inclui a profissão de Dona Flor, que dá aulas de culinárias na escola de sua propriedade. Aos poucos a história ganha contornos de fantasia, quando o espirito do falecido passa a “atormentar” a vida de Dona Flor e de seu novo companheiro.
Sendo uma das obras de Jorge Amado mais adaptadas, o livro ganhou um filme homônimo, lançado em 1976, estrelado por Sônia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça. Também foi adaptado para o Teatro e TV.
