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Os 40 anos de Conta Comigo, uma das melhores adaptações já feitas de uma obra de Stephen King

Com direção de Rob Reiner, filme retrata a inocência que envolve a amizade dos tempos de pré-adolescência

“Eu nunca mais tive amigos, como os que eu tive, quando tinha 12 anos. Jesus, e alguém tem?”. Essa é a última frase do filme Conta Comigo (Stand by Me), até hoje, uma das melhores adaptações de algo que Stephen King escreveu. Brilhantemente dirigido por Rob Reiner e com elenco que continha muitos atores que poderiam terem se tornados grandes astros do Cinema, tais quais: Wil Wheaton, Corey Feldman, Jerry O’Connell e River Phoenix, este último, só não veio a ser um dos maiores artistas de todos os tempos, devido sua morte precoce aos 23 anos.

Baseado no conto The Body, que no Brasil recebeu o título de O Outono da Inocência – O Corpo, presente no livro Quatros Estações, de 1982, Conta Comigo deve ser assistido por aqueles que apreciam bons filmes. Da época em que as grandes telas nos traziam boas histórias, o drama nos mostra a importância de valorizar as amizades, mesmo que muitos desses amigos, acabam tomando rumos diferentes ao longo da vida. Stephen King, em um conto intimista, deixa evidente o quanto podemos aprender com a inocência que envolve a infância e a pré-adolescência.

Rob Reiner capitou tudo que era preciso para transformar o conto de Stephen King em um dos melhores filmes do Cinema e em umas da melhor adaptação do mestre do horror. Um roteiro bem escrito, um filme com imagens incríveis e atuações irretocáveis, tudo isso, somados a uma bela trilha sonora, nos proporciona um longa-metragem capaz de nos fazer viajar aos anos de nossa juventude. As brincadeiras, os conflitos e os laços afetivos que são construídos a partir de uma mentalidade sem maldades e sem julgamentos. Em outras palavras, tudo começa a partir da inocência, do simples fato de estar em boas companhias e cometer erros e acertos como se a vida não tivesse um futuro ou um passado.

Pessoalmente, tenho um carinho muito especial por Conta Comigo, além de ser um dos primeiros filmes de drama que já assisti, a história de Stephen King se aproxima daquilo que eram minhas amizades aos 12 anos. Naquela época, eram os companheiros de aventuras, algumas até arriscadas, das brigas que logo se resolviam, das idas à biblioteca, ao fliperama e das caminhadas sem rumo pelas ruas da cidade, esse tipo de amizade que já não é mais possível construir nos dias de hoje. Stephen King soube escrever, como ninguém ainda fez, sobre a importância de ter bons amigos, sobre a dor da despedida e da inconformidade ao receber a notícia de que um amigo dos tempos de criança morreu por um motivo absurdo. Aliás, Quatro Estações é um dos melhores livros de King, que foge do gênero terror, suspense ou horror e que deixa claro que o autor, é mesmo, um dos melhores de todos os tempos.

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Vanderson Freizer

Escritor e Bloger

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