Prefeitura não realizou obra de infraestrutura suficiente para evitar novos acidentes e local está tomado por mato e sujeira
O local onde aconteceu o acidente que resultou na morte trágica de uma criança de 7 anos, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, não recebeu nenhuma atenção da prefeitura em relação a melhorias na infraestrutura, que fosse capaz de evitar uma nova tragédia. Os bueiros permanecem sem nenhuma proteção ou mesmo uma placa que sinalize o perigo. Muito mato e sujeira também faz parte do local que poderia ser utilizado em beneficio da população, especialmente em relação ao lazer ou, simplesmente passar algum tempo de descanso ou descontração.
A poucos metros da Câmara de Vereadores, na área central da cidade, a pequena praça não tem a atenção devida e, por diversas vezes, é tomada por mato e lixo. Uma simples grade de proteção poderia ser colocada no bueiro que serve para capitar a água da chuva e levar para a rede de escoamento. A proteção, além de evitar uma nova tragédia, também seria útil para conter o lixo maior, evitando causar entupimentos que possa impactar no sistema de drenagem pluvial de Pouso Alegre, bastante deficiente e que já se encontra em grande parte entupido e sobrecarregado.
A morte do menino de 7 anos causou comoção entre os moradores da cidade. Ele foi arrastado pela enxurrada, enquanto brincava com amigos. O acidente aconteceu no dia 15 de janeiro e o corpo da vítima só foi encontrado no dia 17 a cerca de 3 quilômetros do local da tragédia. A Mina do João Paulo II, onde as crianças se divertiam, poderia ser um ambiente bem cuidado, servindo como opção de lazer, no entanto, é um lugar que a prefeitura não dá a importância necessária.
O pior de tudo é que, o local fica na região central, próximo ao prédio do Poder Legislativo, de grande movimento e conta com brinquedos para as crianças, não sabendo elas que estão caindo em uma armadilha, uma verdadeira arapuca a céu aberto. Em uma reportagem do G1, o secretário de Segurança Pública de Pouso Alegre, Anderson Silveira, afirmou que a prefeitura vai avaliar, junto à Secretaria de Obras, medidas para reduzir os riscos no local onde ocorreu o acidente. Essas medidas ainda não aconteceram, mais de um mês após a tragédia.
Na mesma reportagem, o secretário deu a pior declaração possível sobre o ocorrido: “É preciso considerar que aquele não é um local apropriado para crianças, ainda mais em dias de chuva. Vamos discutir internamente o que pode ser feito para melhorar a segurança”. Talvez ele tenha se esquecido que próximo ao local onde a criança foi arrastada pela correnteza. exista um espaço para que elas pudessem se divertir. O problema não é ser ou não “um local apropriado” e sim, que a administração da cidade não oferece as condições de segurança necessárias para que o lugar seja minimamente frequentável.
