Verba de gabinete de mais de R$ 133 mil garante pagamento de salários de até 25 secretários
Os deputados federais no Brasil já custaram aos contribuintes mais de R$ 86,6 milhões nos primeiros dois meses de 2026. Os maiores gastos foram com as verbas de gabinete, somando mais de R$ 65,8 milhões, destinados para pagar salários de até 25 secretários, com rendimentos entre 1.548,10 e R$ 18.719,88. Cada deputado tem direito a R$ 133.170,54 por mês para essa finalidade.
Já Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) tem como objetivo “custear despesas do mandato, como passagens aéreas e conta de celular. Algumas são reembolsadas, como as com os Correios, e outras são pagas por débito automático, como a compra de passagens”. A fiscalização sobre o uso desse dinheiro é bastante deficiente e os gastos preferidos dos deputados com essa quantia, que passou de R$ 20,2 milhões nos meses de janeiro e fevereiro, é com divulgação passando de 48% do total e chegando à casa de R$ 9,9 milhões.
Vale destacar que, os mais de R$ 86 milhões gastos até o momento, não incluem os salários dos parlamentares, que é superior a R$ 44 mil por mês. Em relação a CEAP, 18% dos gastos são com aluguel de veículo (R$ 3,7 milhões), 16,5% com manutenção de escritório (R$ 3,3 milhões) e 10,4% com combustível (R$ 2,1 milhões).
94 deputados recebem auxílio moradia de R$ R$ 4.253,00, 60 pagam aluguel com a cota parlamentar, 386 utilizam os imóveis funcionais cedidos pela Câmara e 46 não ocupam um imóvel do governo e nem recém auxílio moradia. Já foram gastos R$ 395.763,91 com aluguéis dos deputados. Entre os partidos que mais recebem esse benefício estão: PT (17), PL (13) e União Brasil (10).

