Poços de Caldas e Pouso Alegre acompanham a tendência de alta, evidenciando a urgência no combate à violência sexual
Entre 2022 e 2025, Minas Gerais registrou mais de 6 mil casos de estupro, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública — índices que, apesar de oficiais, são frequentemente questionados quanto à sua precisão total. Os números revelam uma tendência de alta nos crimes sexuais em todo o estado: as ocorrências saltaram de 1.408 em 2022 para 1.637 em 2025, um aumento de 16,26%. A região Sul apresentou um cenário ainda mais crítico, com crescimento de 28,5%, quase o dobro da média estadual.
Poços de Caldas e Pouso Alegre apresentaram aumentos expressivos, enquanto Varginha manteve o índice estável, com 12 registros em 2025. Em Poços de Caldas, o salto no número de ocorrências foi superior a 58%, passando de 24 casos em 2024 para 38 em 2025.
Em Pouso Alegre, os crimes sexuais subiram de 21 casos em 2023 para 38 no ano passado. A cidade de Passos registrou 22 estupros em 2025, ocupando o terceiro lugar no ranking do Sul de Minas e apresentando crescimento em relação a 2024. Alfenas registrou 18 casos em 2025, seguida por Itajubá, com 15 ocorrências. No acumulado entre 2022 e 2025, as regiões de Pouso Alegre e Poços de Caldas somaram, juntas, 796 casos.
O governador Romeu Zema e sua gestão parecem indiferentes à escalada da violência sexual no estado. Desde 2023, quando os índices começaram a subir vertiginosamente, medidas eficazes de contenção deveriam ter sido priorizadas. No entanto, o governador parece mais focado em agendas políticas externas ou gestos anedóticos do que no enfrentamento direto à criminalidade.
Belo Horizonte, Uberlândia e Contagem lideram as estatísticas negativas em Minas Gerais. Na capital, entre 2023 e 2025, foram registrados 927 casos, mantendo a tendência de alta observada na maior parte do estado. No mesmo período, Uberlândia registrou 232 ocorrências, seguida por Contagem, com 198. Além da ter quebrado o Estado, Romeu Zema decidiu ignorar o avanço de um dos crimes mais cruéis contra a dignidade humana.
