Para entender a Ditadura Militar e suas mazelas e saber mais sobre parte da colonização do Rio Grande do Sul
Em 1985, dois grandes livros brasileiros chegaram aos seus 40 anos. Duas obras que valem a pena serem lidas e inseridas nas estantes daqueles que apreciam boas histórias que são baseadas em situações reais.
Brasil: Nunca Mais, idealizado por Dom Paulo Evaristo Arns, rabino Henry Sobel, pastor presbiteriano Jaime Wright e equipe, foi realizado clandestinamente entre 1979 e 1985 durante o período final da ditadura militar no Brasil. É um livro essencial para entender um dos períodos mais nefastos desse país e todas as mazelas que ainda perdura devido aqueles anos de repressão, mentiras e corrupção. O livro deu origem a um dos mais importantes documentários dos crimes cometidos por militares nesse país. É a mais importante pesquisa sobre a Ditadura Militar, tendo analisado mais de um milhão de páginas de processos do Superior Tribunal Militar (STM).
A pesquisa, que se transformou em livro, é nada mais, nada menos, que uma revisão histórica de muitos acontecimentos durante a Ditadura e intensa perseguição política entre os anos de 1961 e 1979. Vale destacar que, a obra, que se tornou livro, é apenas 5% de tudo que foi apurado pelos mais de 30 brasileiros que se dedicaram as pesquisas feitas durante cerca de 5 anos.
Já O Quatrilho, de José Clemente Pozenato, que se tornou filme em 1995, dirigido por Fábio Barreto e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, narra a história de dois casais, vindos da Itália para a cidade de Caxias do Sul. O romance é inserido na época de colonização do Rio Grande do Sul e é de grande importância histórica para o Brasil.
O Quatrilho mostra as muitas dificuldades e as intensas lutas por poder, por riqueza e por terras. A trama acompanha o desenvolvimento e os rumos das vidas dos personagens e até onde eles podem ir. José Clemente Pozenato escreve de maneira impactante e não tem a intenção de amenizar ou romantizar o período de colonização das terras do Sul.
