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Cinco anos do assassinato no Carrefour: Hipermercado ficou ileso e três dos réus permanecem em liberdade

Entre mortes violentas, espancamento, humilhação de funcionários, racismo e homofobia, as lojas do grupo tem uma coleção de crimes para contar

Na noite de 19 de novembro de 2020, o Brasil se deparou com um dos crimes mais cruéis de que se tem notícias ocorridos em um hipermercado. João Alberto Silveira Freitas foi espancado até a morte em uma das lojas do Carrefour, situada na cidade de Pouso Alegre. Crueldade não faltou para aqueles que cometeram o assassinato e três deles respondem em liberdade, pelo menos, até a data da publicação deste texto. O hipermercado saiu ileso de qualquer responsabilidade sobre o ocorrido, após firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), pagou R$ 120 milhões e ficou isento de responder pelo crime na Justiça.

Dos 6 indiciados pela polícia e denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por homicídio triplamente qualificado com dolo eventual, três respondem em liberdade, são eles: Paulo Francisco da Silva, Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende, pelo menos, essas são as últimas informações relativas ao caso. Além do espancamento, funcionários do Carrefour, juntamente com os seguranças, ameaçaram as testemunhas que presenciaram o crime e impediram que a vítima fosse socorrida. João Alberto foi morto por asfixia, uma barbaria que até aquela data, dificilmente alguém iria imaginar que pudesse acontecer em um hipermercado.

Antes do assassinato de João Alberto, o Carrefour já colecionava ocorrências de mortes violentas, crimes de racismo, preconceito, assédio e homofobia. Pelo histórico, deveria ter respondido criminalmente e, em nenhuma hipótese, apenas desembolsar uma quantia em dinheiro e assinar assinar um TAC. Em um dos casos, uma das vítimas do Carrefour, foi torturado física e psicologicamente por cerca de 15 minutos, além de sofrer ofensas racistas e todo tipo de humilhação que se possa imaginar, tudo isso, porque o homem foi confundido com um ladrão. Em outro caso, Ademir Peraro foi espancado por um supervisor do Carrefour e um segurança, após ser torturado, a vítima foi trancada no banheiro da loja, após o fechamento da unidade, Ademir foi jogado na rua. Foi socorrido por familiares e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Em janeiro de 2011, uma filial em Santo André registrou o espancamento e a morte de um cão vira-lata, cometido por funcionários e clientes da loja. Em julho de 2015, em Vila Velha, um gato foi espancado e morto por funcionários do Atacadão. Em fevereiro de 2017, um funcionário da rede em Goiânia, atitou em três clientes, matando um e ferindo os demais com gravidade. Em todos esses casos, o Carrefour se limitou em publicar notas de repudio. Mas, os casos horrendos ocorridos nas filiais do hipermercado não param por aqui.

Em outubro de 2018, na cidade de Osasco, um cliente negro e deficiente foi agredido por funcionários. O crime ocorreu após a vítima ter aberto uma lata de cerveja dentro da loja. Em dezembro de 2018, também em Osasco, outro cachorro foi morto de forma violenta em uma das unidades do hipermercado, o responsável pelo assassinato foi um dos seguranças do estabelecimento. Até aqui, com esse histórico de crimes e contravenções, o Carrefour não poderia ter o direito de assinar um TAC quando esteve envolvido em um homicídio triplamente qualificado. Porém, ainda temos mais casos perturbadores.

Em janeiro de 2019, no Rio de Janeiro, funcionários do estabelecimento mataram 15 gatos envenenados. Em fevereiro do mesmo ano, em Anápolis, um idoso foi expulso de uma unidade do hipermercado por ter sido confundido com um morador de rua e em outubro de 2020, já próximo do assassinato de João Alberto, em um supermercado do grupo na cidade do Recife, um prestador de serviço de um dos fornecedores do Carrefour, morreu de infarto, seu corpo foi deixado em um canto e o estabelecimento continuou funcionando normalmente. Depois de tudo isso, você imagina que ter assinado o TAC serviu para que houvesse mudanças de comportamento, mero engano.

Em agosto de 2021, mais um cão vira-lata foi morto por um funcionário do Atacadão, dessa vez no estado de Mato Grosso do Sul. Em maio do mesmo ano, um funcionário do Carrefour de Santos foi responsável por poluir um canal de água potável. E em outubro, um vídeo repercutiu nas redes sociais mostrando uma gestora humilhando um de seus subordinados. Em 2023, um casal que foi acusado de furto em uma unidade na cidade de Salvador, foi agredido por seguranças da rede e para finalizar, também na capital da Bahia, moradores acusaram o hipermercado de causar estragos em casas e condomínios devido a uma obra que o grupo fazia para instalação de mais uma unidade.

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Vanderson Freizer

Escritor e Bloger

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