Dados mais recentes sobre efeitos da substância no organismo são de 2022
O Relatório Mundial sobre Drogas 2022, elaborado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas (UNODC), mostra que a maconha é o entorpecente mais consumido no mundo entre adolescentes de 15 e 16 anos. Em 2020, de acordo com o mesmo levantamento, mais de 200 milhões pessoas, de até 64 anos, já haviam feito uso da cannabis em 2019, isso significa mais de 4% da população mundial. Outros estudos, ainda nas fases iniciais, indicam que a maconha causa depressão, ansiedade e confusões mentais graves.
Mesmo que muitos estudos apontem que os riscos de consumir a maconha seja menor que outras drogas, existem fatos preocupantes em relação ao seu uso de forma recreativa, sobretudo entre os mais jovens e em relação ao início de seu consumo. Cientistas que estudam os efeitos da cannabis, afirmam que, seu consumo pode causar danos cognitivos irreparáveis, além de causar efeitos drásticos no aprendizado, memória de curto prazo, atenção e funções executivas.
Também existem estudos que tentam verificar o impacto do uso da maconha e a psicose. Estudantes de várias partes do mundo já foram acompanhados por pesquisadores que comprovaram haver riscos de experiencias psicóticas entre os usuários desse entorpecente. No entanto, é correto dizer que a maconha causa alterações cerebrais mais sutis do que o álcool, cocaína ou heroína. No entanto, não está livre de causar danos irreversíveis para seus usuários, dependendo do tempo em que se é viciado.
Estudos também indicam que a cannabis é uma droga de abuso, ou seja, é necessário aumentar a dose consumida para ter os mesmos efeitos esperados. A cannabis também pode causar depressão e é uma droga dissociativa, podendo resultar em situações inesperadas, tais como: causar falhas na integração de memórias e percepções, afetando as emoções e identidade. A dissociação com a realidade pode ser comum na vida de milhões de pessoas, no entanto, a maconha faz com que isso aconteça com maior frequência, prejudicando muitos daqueles que a consomem.
No Brasil, é provável que o Supremo Tribunal Federal (STF), possa descriminalizar o uso da maconha para fins recreativos. No entanto, ainda não está claro como ficará a questão que envolve o tráfico da droga e nem existem estudos para medir quais serão os impactos de Saúde e sociais provocados pela liberação do entorpecente.
