Abusos contra menores de 14 anos representam mais de 78% do total. Índice ultrapassa mais de 10 mil ocorrências desde 2022
Um completo abandono, esse é o sentimento compartilhado pelas milhares de vítimas de estupro em São Paulo, especialmente entre menores de 14 anos, faixa etária mais atingida pelos abusadores. Entre os anos de 2020 e 2025, foram registrados 79.501 casos, número que pode ser até duas vezes maior, se levarmos em conta a subnotificação e as investigações malconduzidas pela Polícia Civil.
Desde 2022, quando o atual governo começou um desmonte nas políticas públicas de combate a esse tipo de crime, o estupro de vulnerável passou de 10 mil por ano e se manteve nesses índices absurdos, com 11.169 ocorrências registradas em 2024. Do total de estupros cometidos no período analisado por esse site, 76,8% dos crimes foram cometidos contra crianças e pré-adolescentes. Na maioria das vezes, os abusadores são conhecidos das vítimas, amigos ou familiares, o que incluem pais, mães e irmãos.

Com números absurdos, o atual governo diz que o problema melhorou entre os anos de 2024 e 2025. Mesmo havendo uma queda irrisória de 0,93%, é motivo para que a gestão de Tarcísio de Freitas e de seus comandados, comemore um trabalho porco que está sendo feito no combate aos crimes de estupro no Estado mais rico do país.
Parte da culpa pelo aumento das estatísticas relacionadas a esse crime hediondo, ou a culpa completa, se deve a atual política social adotada pelo governador de São Paulo. Projetos e programas sociais voltados para o combate de estupros, sobretudo aqueles que envolvem menores de 14 anos, foram abandonados pela atual gestão, sendo que, muitos trabalhos que eram realizados, na frente de batalha contra estupradores, foram extintos ou sofreram cortes de verbas que resultaram na inviabilidade das ações de combate e prevenção de estupros e de abusos sexuais.
Crédito da imagem em destaque: Jardel Sald/Reprodução

1 Comentário
O texto isentou o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que governou São Paulo por 4 mandatos e que praticamente moldou as políticas públicas do Estado.
E o pior, não mencionou Rodrigo Garcia, que governou no período em que os dados foram levantados.
Em outras palavras, a matéria teve, unicamente, a intenção de atacar Tarcísio de Freitas.