O seu disco de estreia de um dos maiores compositores do Brasil, se tornou um marco na história da nossa música
“Na Rua, na Chuva, na Fazenda… [e acho que é tão normal] … gostar de quem não gosta de mim]”. Alguns dos versos marcantes de uma das mais belas músicas já feitas nesses país. Os mais jovens devem conhecer através da regravação do Kid Abelha, mas também, podem não fazer ideia que esse clássico já tem 50 anos e faz parte da arte de um dos maiores cantores e compositores da MPB. Hyldon, que começou sua carreira aos 16 anos, nunca teve o verdadeiro valor que merece.
Em seu disco de estreia, Hyldon fez muito mais que sucesso, cravou na história musical deste país o mais importante álbum da nossa soul music. Na Rua, na Chuva, na Fazenda é atemporal, é uma obra prima, um símbolo de resistência da arte, da boa música, da vontade de levar uma mensagem adiante.
Como disse antes, Hyldon nunca teve o reconhecimento merecido. Donos de canções incomparáveis como: As Dores do Mundo, Na Sombra de uma Árvore e Acontecimento, o cantor e compositor, um dos maiores de sempre, foi esquecido, deixado de lado, quase apagado de nossa história musical. É incrível como somos capazes de desvalorizar nossa cultura e nossa arte. Em qualquer outro país, pelo menos os que são sérios, não somente Hyldon, mas muitos de nossos artistas seriam tratados de maneira diferente.
