Livro de J. D. Salinger ainda é um dos melhores para entender a complexidade da transição da infância para a vida adulta
O Apanhador no Campo de Centeio, título original em inglês: The Catcher in the Rye, publicado pela primeira vez em 1951, ainda é um dos melhores livros para entender a complexidade de todo o processo de amadurecimento, desde a infância, passando pela adolescência e finalizando no enfrentamento de todas as dificuldades da vida adulta.
A obra de J. D. Salinger, completa 80 anos, isso porque, mesmo tendo tido a primeira edição publicada nos anos 50, o romance foi parcialmente publicado entre os anos de 1945 e 1946. A intenção original da trama era para o público mais velho, porém, se tornou um dos maiores clássicos da literatura infanto-juvenil. O Apanhador no Campo de Centeio é uma excelente opção de presente para aqueles que gostam de uma leitura fascinante, bem escrita e que vai ensinar muito sobre o que é a vida de verdade.
A narrativa é sobre um final de semana do personagem Holden Caulfield, na casa de seus 17 anos e que enfrenta conflitos existenciais, mesmo sendo de uma família rica. A história, na maior parte do tempo, se passa no passado e o presente não é mencionado no desfecho da trama.
O mais importante em O Apanhador no Campo de Centeio, é a forma como J. D. Salinger mostra que a inocência vai sendo perdida com o passar dos anos e, sobretudo, na transição para a vida adulta. O livro mostra que certas coisas nunca mudam e que, na maior parte do tempo, vivemos sob a tutela de status social e de comportamentos que herdamos com a convivência em grupos. Holden Caulfield percebe que, por mais que ele tente, muito pouco ele pode fazer para evitar as amarguras de uma vida adulta.
Mesmo que O Apanhador no Campo de Centeio tenha 80 anos, o romance é bem atual, talvez ainda mais impactante hoje do que na época em que foi lançado. Além dos costumes que já recebemos e que, aos poucos nos fazem perder a inocência de criança e a rebeldia de adolescente, as novas tecnologias são capazes de fazer ainda pior para a formação social e, chegamos na vida adulta com tanta informação que nos perdemos sem saber o que fazer com elas.
