Autor de romances memoráveis como Pilatos e Quase Memória, Cony é um dos jornalistas mais respeitáveis do Brasil
Carlos Heitor Cony, nascido em 14 de março de 1926, que começou a falar somente aos 4 anos de idade, é um dos maiores cronistas da literatura brasileira. Somado a sua capacidade de contar boas histórias, está o fato de ser um dos josrnalistas mais respeitáveis do Brasil, tendo atuado como colunista da Folha de S. Paulo e como comentarista na rádio CBN. Em 2000 se tornou membro da Academia Brasileira de Letras.
Cony sempre foi um escritor fantástico e respeitador da ética profissional. Como colunista e comentarista, nunca colocou sua opinião à frente da informação. Suas cronicas contaram muito sobre a política e o cotidiano dos muitos anos em que escreveu relatos profundos sobre nossa sociedade.
Como escritor, teve diversos romances publicados em vida e outros póstumos. Podendo destacar Pilatos (1974) e Quase Memória (1995), escrito 22 anos após ter sido publicado seu primeiro romance, O Ventre (1958). Além de romancista e jornalista, Carlos Heitor Cony escreveu em praticamente todos os gêneros, com destaque para o infanto-juvenil – Quinze Anos (1965) e O Irmão que tu me Deste (1979). Também foi criador de novelas: Comédia Carioca (1964) e Marquesa de Santos (1984).
Teve participação no Cinema nacional, escrevendo roteiro e tendo envolvimento em produções até 1979. Fez documentários sobre Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas. Escreveu prefácios e introduções para diversos livros, fez parcerias com outros autores. Escreveu contos e ensaios biográficos. Carlos Heitor Cony foi um gigante na Literatura, um jornalista ético, um profissional incomparável em tudo aquilo que se dispos a fazer. Vencedor de vários prêmios, incluindo três Jabutis (1966, 1997 e 2000), um Machado de Assis (1996) e o Ordre des Arts et des Lettres (1998), concedido pelo Ministério da Cultura da França.
Carlos Heitor Cony morreu em 5 de janeiro de 2018, aos 91 anos, vítima de falência múltipla de órgãos. 2026 é o ano de seu centenário, um século de um dos maiores intelectuais deste país, um exemplo para aqueles que prezam pela ética, pelo respeito naquilo que fazem e pelo profissionalismo.
