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Os 66 anos da morte de Albert Camus: Se a vida não faz sentido, diante do absurdo, é preciso ter coragem

Ganhador do Nobel de Literatura em 1957, um dos mais importantes escritores de todos os tempos, essencial para quem quer entender a humanidade

Coisas ruins acontecem com pessoas boas, até em maior número em relação as pessoas más. Não importa se você é bom, se sempre tentou fazer tudo certo, a vida vai te proporcionar aquilo que existe de pior. Parece absurdo e se torna sem explicação quando nos aprofundamos nas questões humanas relacionadas a moral, religião, ética, justiça e política.

Em 4 de janeiro de 1960, Albert Camus teve uma morte absurda. Um acidente de carro, ainda mal-entendido, ceifou a vida de um dos maiores escritores de todos os tempos. Junto a morte, foi encontrado o manuscrito de O Primeiro Homem, uma autobiografia, lançado algum tempo depois. O autor queria que esse livro ficasse inacabado, irônico ou não, O Primeiro Homem não foi finalizado por Camus. A vida e a morte são absurdas, a de Albert Camus mais do que se pode imaginar. Seu romance de estreia, escrito em 1936, mas só lançado postumamente, recebeu o título no Brasil de Uma Morte Feliz, deveria ter sido mantido o título original: La mortheureuse, simplesmente Morte Feliz.

Camus é essencial para entender a humanidade e termos a certeza de que a vida não faz sentido e, sendo assim, só basta coragem para seguir em frente, ignorando os acontecimentos que acreditamos não merecer e fechando os olhos para as coisas ruins que acontecem com pessoas boas e as muitas conquistas obtidas por aqueles que acreditamos não merecer.

Além de coragem, Camus nos mostra dois caminhos para a morte: a natural, cheia de monotonia, aquela em que você não faz o que quer, por medo, receio ou, simplesmente por acreditar ser imoral, irracional ou desnecessário. E a morte consciente, aquela que você aproveita os prazeres da vida, faz o que quer e o que pensa estar certo, mas, ainda assim, não parece estar feliz. De qualquer forma, fez o que quis, o que acreditou ser o correto e se arrependeu. Mas teve coragem, enfrentou o absurdo e não se rendeu. Obviamente, cada um que ler um ou mais livros de Camus – O Estrangeiro, A Queda ou A Peste, apenas para citar alguns – terá sua própria moral da história, irá refletir de maneira diferente e chegar a conclusões que podem ser parecidas ou completamente diferentes umas das outras. Mesmo assim, o absurdo vai fazer parte de tudo que você concluir quando incluir Albert Camus em sua lista de leituras.

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Vanderson Freizer

Escritor e Bloger

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