Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula, teve rebaixamento questionável. Vice de Beija-Flor e apenas 5º lugar para Imperatriz beiram a aberração
A Portela apresentou um desfile que ficou próximo de um desastre. Falhas de evolução, um samba-enredo difícil e fantasias e adereços com erros grotescos. Foi uma das piores apresentações da escola, até a bateria não mostrou a força que sempre teve. O mesmo pode ser dito em relação a Mocidade Independente de Padre Miguel, mesmo que a agremiação tenha publicado nota oficial com “sentimento de indignação e insatisfação”, em relação a apuração, o que foi apresentado na avenida foi um pouco melhor daquilo que a Portela mostrou, mas o resultado pareceu justo.
O vice-campeonato para a Beija-Flor e o 5º lugar para a Imperatriz Leopoldinense, que homenageou Ney Matogrosso beiram a aberração. A Imperatriz, que teve pequenas falhas, não tinha como ser a campeã, mas, ficar abaixo da Beija-Flor de Nilópolis, é algo incompreensivo. A escola do bairro de Ramos foi melhor e deveria ter ocupado uma posição melhor no resultado.
Antes mesmo de começar a apuração, o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula, era tido como certo. Na verdade, a escola já entrou na Marquês de Sapucaí com seu destino definido: voltar para o Grupo Ouro. A maioria das notas recebidas, entre 9,6 e 9,9 e poucos 10, mostram que muito do que foi votado pelos jurados esteve contaminado pela escolha do tema da agremiação. A Acadêmicos de Niterói teve erros, muitos em evolução e nos carros alegóricos, mas no conjunto final, é difícil dizer se foi pior que a Portela ou Mocidade Independente.
Mesmo não permanecendo no Grupo Especial, a Acadêmicos de Niterói, fez história ao levar para a avida a luta de Lula por melhorias sociais, melhores condições de trabalho e diminuir a desigualdade entre ricos e pobres no Brasil. Os integrantes da escola já deviam imaginar que o rebaixamento era só uma questão de abrir os envelopes e conhecer o resultado.
