Números tiveram queda, mas permanecem em índices preocupantes. Em 2025 o Estado registrou 14.443 estupros, mais de 11 mil contra vulneráveis
Os números de São Paulo a respeito de um dos priores crimes contra a dignidade humana, deveriam ser motivos para intensas discussões dos deputados federais e estaduais pelo Estado. O governo também deveria estar preocupado em desenvolver projetos que pudessem combater o alto índice de estupros em solo paulista, mas, no entanto, pouco se ouve falar sobre o assunto. Os índices que, permanecem acima dos 14 mil casos anuais, são completamente ignorados pelo poder público.
Em janeiro de 2026, foi registrado uma queda de 8%, se compararmos ao mesmo mês de 2025. Ainda assim, os estupros cometidos em São Paulo ficaram acima de 1.100, sendo que, mais de 75% dos crimes foram cometidos contra menores de 14 anos. Em três anos, foram registrados 43.536 estupros em São Paulo, do total, 33.357 foram cometidos contra crianças e pré-adolescentes.

Em janeiro de 2025, 979 casos de estupros foram cometidos contra vulneráveis. Em janeiro desde ano, os dados mostram 891 crimes deste tipo. Para os dados relacionados a maiores de 14 anos, os números caíram de 307 (2025) para 291 (2026), uma queda de 16 ocorrências. No índice geral, ao compararmos o mês de janeiro dos dois anos citados, a diminuição foi de 104 casos. Não há motivo algum para considerarmos que essa queda tenha sido motivada pelo atual governo, já que, se levarmos em conta a subnotificação, a queda de 120 ocorrências não significa nada.
O estupro é um crime horrendo, um atentado contra o ser humano e que deixa marcas e traumas para o resto da vida. É inaceitável que mais de 43 mil pessoas tenham sido estupradas em São Paulo em apenas três anos. Enquanto milhares de pessoas tem suas vidas destruídas, Tarcísio de Freitas e seu governo estão preocupados nas eleições para presidente ou envolvidos nas demandas para tentar tirar Jair Bolsonaro da prisão. São Paulo não tem governador e nenhum representante disposto a discutir com seriedade, não apenas o absurdo que é ter mais de 33 mil crianças e pré-adolescentes abusados, mas tudo que envolve diretamente a melhoria da qualidade de vida dos menos favorecidos.

