Estados Unidos querem arrastar China para a guerra. Resta saber se países da OTAN estão dispostos para o conflito
Donald Trump afirmou que poderá bombardear, mais uma vez, a principal instalação de exportação de petróleo do Irã, localizada na ilha de Kharg, “só por diversão”. A declaração seguiu após o estadunidense afirmar que ainda não está disposto a negociar o fim do conflito que já teve quase todos os países do Golfo Pérsico atacados, especificamente as bases militares dos Estados Unidos no Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita.
O mandatário estadunidense vem pressionando para que países membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) entrem no conflito que começou para defender os interesses de Israel. Mas essa não é a única declaração de Donald Trump que demonstra sinais de instabilidade. Nesta segunda-feira (16), o republicano afirmou que terá “a honra” de invadir Cuba e que os Estados Unidos poderão fazer “qualquer coisa” que quiserem com a ilha.
Resumo do que você irá ler
- Ameaças Militares: Intenção de bombardear o setor petrolífero do Irã (Ilha de Kharg) e declaração de “honra” em invadir Cuba.
- Pressão Internacional: Tentativa de envolver a OTAN em conflitos e ameaças de anexação de territórios aliados (Canadá e Groenlândia).
- Guerra Energética: Foco em países aliados da China e Rússia (Venezuela e Irã) para cortar o suprimento de petróleo.
- Objetivo Final: Arrastar a China para um conflito armado direto e testar sua resistência militar.
- Alianças: Justificativas de combate ao terrorismo como fachada para interesses territoriais e hegemonia.

Além de ajudar Israel com os interesses de tomar territórios de outros países e no conflito na Palestina, os Estados Unidos parecem ter um interesse maior: arrastar a China para uma guerra. Joe Biden já foi responsável por ocupar a Rússia com a demanda na Ucrânia que já dura 4 anos. Trump, por sua vez, invadiu a Venezuela e arrastou Nicolás Maduro como prisioneiro sob a desculpa de combater o narcotráfico.
Em sua segunda investida contra o Irã, pretende desestabilizar mais um aliado dos chineses e russos, só não contava que a resistência iraniana seria capaz de fazer com que o conflito durasse mais tempo do que o previsto.
Antes de querer agir contra Cuba e de atacar o motor da economia do Irã “só por diversão”, Trump já tinha demonstrado sinais de comportamento errático ao ameaçar invadir a Groenlândia e anexar o Canadá como mais um estado. Isso representa um perigo real, já que ambos fazem parte do clube militar que os EUA lideram e que ele pretende arrastar para novos conflitos ou, muito provavelmente, para uma guerra de proporções jamais vistas.
O que é comum entre os alvos de Trump é o fato de todos terem alianças diplomáticas e comerciais com China e Rússia. O ataque contra a Venezuela tem um motivo lógico: impedir que chineses e russos tenham acesso ao petróleo venezuelano. Esse é o mesmo motivo pelo qual o Irã foi atacado duas vezes.
Com a desculpa de combater terroristas, frear o avanço nuclear iraniano e agradar seu aliado, Benjamin Netanyahu, Trump encontrou o cenário ideal para disfarçar seu real interesse.
Arrastar a China para a guerra é a real intenção desses conflitos. A Rússia já se encontra em uma demanda que lhe custa muito poder bélico. Trump pretende testar o real poder militar chinês e ver se os membros da OTAN irão se arriscar em uma guerra de grandes proporções.

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